Aos 22 anos, ex-aluno recebe prêmio e segue para EUA
Rodolfo Martinez Iglesias formou-se no Colégio Vértice em 2003 e ingressou o curso de Biologia da Universidade Mackenzie. Acostumado ao ritmo intenso da escola, buscou novas iniciativas já em seu primeiro ano de faculdade, e começou a fazer estágios. A segunda experiência foi no laboratório do então reitor do Mackenzie, Luiz Carlos Salomão, que o indicou para apresentar um projeto para uma bolsa de 3 meses no Albert Einstein College Of Medicine, em Nova York, Estados Unidos. Não deu outra: seu projeto foi o escolhido entre vários apresentados por alunos de Biologia das universidades de todo o Brasil.
Para completar, Rodolfo acaba de receber o prêmio de Honra ao Mérito pelo projeto apresentado na XXI Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental.
Feliz pelo reconhecimento precoce, ele espanta-se com a possibilidade única que surgiu tão cedo ao acabar de completar 22 anos. Mas não parou por aí. Ao longo do período em que estava em Nova York, despertou a atenção de seu chefe imediato e o resultado foi um convite para completar o curso superior nos Estados Unidos.
Pelo seu histórico, o ex-aluno não se considerava o de melhor desempenho e até chegou a repetir a 7ª série do Ensino Fundamental. Também temia que não fosse suficiente o inglês que aprendeu na escola. "Ao fazer o Vértice, recebemos uma quantidade incrível de informações que nos dá uma base fantástica. O desafio da faculdade acaba ficando mais fácil", diz o ex-aluno.
O futuro já está desenhado. Rodolfo conseguiu as três cartas de indicação para continuar os cursos de pós-graduação, envolvendo os próximos 7 anos de estudo nos Estados Unidos. "Os professores do Vértice sempre me falavam que a hora de lutar pelas coisas de nossa vida era agora", conta Rodolfo, orgulhoso pelas conquistas. "Eu não dormi no ponto", completou.
Falhas de ensino levam à "Encaminhoterapia"
A diretora do Colégio Vértice, Walkíria Gattermayr Ribeiro, foi fonte para a matéria "Fome de especialista", da edição 107 da Revista Educação. O texto refere-se ao que acontece hoje quando, por motivos diversos, os alunos revelam dificuldades em assimilar os conteúdos ministrados em sala de aula, de acordo com o que as escolas esperam que seja um desenvolvimento padrão: os pais são aconselhados a consultar um psicopedagogo ou um profissional de outra especialidade que desate o nó que impede a criança de aprender. A "Encaminhoterapia" ou "ortopedia psicopedagógica" vem atingindo proporções alarmantes nos últimos 10 anos, principalmente depois que a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96) jogou mais luzes sobre a educação inclusiva. Para Walkíria, de cada 10 crianças diagnosticadas, duas ou três realmente apresentam transtornos. "O resto é exagero. Muitas vezes, há falhas na alfabetização e o aluno é tratado como disléxico. Isso acontece todo dia", lamenta.
O acompanhamento individualizado do desempenho de cada aluno e a estreita relação com os pais permitem ao Vértice identificar claramente os obstáculos ao desenvolvimento do aprendizado, evitando assim alternativas de diagnósticos precipitadas. A metodologia própria de alfabetização também é uma garantia de desenvolvimento adequado do aprendizado. A chave do sucesso desta metodologia essencialmente brasileira e adaptada às características da língua portuguesa é fruto do trabalho desenvolvido por Walkiria Gattermayr Ribeiro, que, ao longo de 30 anos da história da escola, realizou um estudo pedagógico e neurológico, levando à construção de uma filosofia de alfabetização própria, baseada na percepção atenta das principais dificuldades dos alunos nesta fase.
Aluno não é um número
No Vértice, o aluno não é mais um número, mas uma pessoa considerada em suas características individuais e com acompanhamento específico. Isso só é possível com esta estrutura com cerca de 600 alunos. Com mais alunos, esse processo de acompanhamento seria inviável. As turmas são pequenas, com 16 alunos em média na Educação infantil, 28 alunos no Ensino Fundamental e com cerca de 35 no Ensino Médio. As salas são, em sua maioria, mais largas do que compridas.
A formação do aluno do Vértice é específica de tal forma que quem vem de outra escola sente a diferença. Esse processo é tão sensível que aceitamos novos alunos até o início do segundo ano do Ensino Médio. Nossa experiência mostra que novos alunos não conseguem acompanhar o ritmo do terceiro ano.
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Crítico e criativo
A filosofia do Colégio Vértice aliada à educação integral tem como prioridade os valores éticos e humanos, como o respeito ao próximo e a solidariedade, imprescindíveis à formação do homem.
Esse processo de formação integral abre as portas do mundo ao aluno, preparando-o para a vida, tornando-o um cidadão crítico, atuante, consciente e capaz de aplicar os próprios conhecimentos e enfrentar os desafios da vida, transformando a sociedade e a natureza em benefício do próprio homem e do bem estar coletivo.
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